A última pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela Câmara Brasileira do Livro e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros, revelou um aumento de 11,97% no total geral de faturamento no comparativo 2006-2005, representando um montante de quase R$ 3 bilhões. Para chegar a essa marca, o setor editorial vendeu, em 2006, entre mercado e governo, mais de 310 mil exemplares, o equivalente a um crescimento de 14,79%.
A pesquisa foi dividida em quatro categorias: Didáticos, Obras Gerais, Religiosos e CTP (Científicos, Técnicos e Profissionais). Os destaques ficaram por conta dos segmentos de Didáticos, que registrou aumento de 20% em relação aos exemplares vendidos em 2005, e Obras Gerais, com crescimento de 10,59%. Em relação ao faturamento em 2006, os livros Didáticos faturaram 12,48% a mais que no ano anterior, a as Obras Gerais registraram alta de 15,48%. O CTP também comemorou o ano de 2006 com números positivos – produziu 9,32% mais, e com isso faturou 8,82% a mais que em 2005. O subsetor Religiosos não registrou alta nos títulos, mas aumentou em exemplares produzidos (3,15%) e vendeu 3,84% mais, fazendo com que o faturamento crescesse 4,69%.
Para analisar estes números, é interessante observar o comportamento dos canais de venda no Brasil. O maior acesso aos computadores e a confiabilidade no meio virtual fizeram crescer as vendas pela internet em 2006 e foram comercializados quase 100 mil livros a mais que em 2005.
Outros canais de venda importantes foram Distribuidores, com mais de 49 milhões, Empresários de Venda Direta, que contribuiu com mais de 10 milhões, e Empresas, com 2,3 milhões de exemplares vendidos. Esse reflexo altamente positivo nestes canais acusou um número menor de vendas nas Livrarias.
A pesquisa de Produção e Vendas de 2006 traz um dado importante para a avaliação do mercado editorial brasileiro: a qualidade dos seus autores e do seu parque gráfico. Depois de uma leve queda em 2005, as exportações de livros editados no Brasil cresceram, e bem, em 2006. Saíram da casa dos US$ 5,6 milhões, em 2005, para US$ 8,4 milhões no ano seguinte, um aumento de 49,26%.
A pesquisa considerou um universo de 545 editoras cadastradas e ativas no País, que editam mais de dez mil exemplares por ano.
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